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terça-feira, 3 de julho de 2007

Gruyeres

Olha só como Gruyères é uma gracinha:


E com um Fondue daqueles, nem precisava ser bonito!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Dá uma preguiça de escrever aqui às vezes...
Mas vamulá.
Tá chovendo. Meio que todo dia. E nublado e mais friozinho do que eu esperava (nada demais, mas po, teoricamente é verão). "Verão" é só no nome, mesmo.

A vida é pacata, vai ficar mais pacata ainda, a partir de amanhã não tenho mais curso de francês (escola de "verão". pfff).

Acho que a chuva tá me deixando desanimada. Tenho que encontrar algum curso legal pra fazer, e rápido, pq pelo visto emprego não vai rolar tão cedo, não com o meu nível de francês tosco pra fazer algo a curto prazo, e não com meus planos de ir pra Londres em janeiro a longo prazo.

Bem, tá. Fim de semana é hora de passear. No sábado a gente foi a Berna, capital deste pequeno país, mas a gente saiu tarde daqui, quase 13h, chegamos lá quase 3 da tarde, morrendo e fome, comemos uma batata rostie e ficamos morgando pela cidade porque comemos demais. Foi meio patético. Mas como Berna não é longe, fica a pouco mais de uma hora de carro (e portanto dá pra ir e voltar no mesmo dia sem pagar hotel), quero voltar lá com mais calma, pq é tão bonitinho e é patrimônio cultural (ou histórico?) da humanidade pela Unesco e eu nem sabia. E tem fontezinhas e chafarizes e predios medievais e um rio bonito e ursos tristes num fosso (iss é totalmente tosco e deprê, os ursos meio psicóticos jogados dentro de um fosso, porque o urso é o símbolo da cidade e tem ursos nesse fosso há não sei quantos séculos e os ursos são tão deprês que eles comem fandangos que as pessoas jogam pra eles, eu achei meio triste mesmo eles sendo bonitinhos). Ah, e tinham pessoas fazendo um piquenique, tipo criancinhas e toalhas quadriculadas e tal, na graminha na beira do rio (a gente viu o piquenique lá do alto a ponte), e essas pessoas estavam assando um leitão. Um leitão de verdade, interinho, pezinhos e focinho e tudo. E rodavam o leitã assado sobre uma fogueirinha, no melhor estilo gaulês. Foi curioso, eu me senti realmente transportada no tempo para a Idade Média (ou pra ilha de Lost. Caramba, eu preciso de uma vida!).

No domingo a gente foi a Geneva mas choveu. Estava tudo fechado, porque era domingo (foi que nem o pica-pau no inicio do desenho que o André botou no site dele, me identifiquei muito! Fechado, fechado, fechado!). A gente passeou um pouquinho por Geneva, de carro e tal, por causa da chuva. É bem bonito, mas é muito muito de rico. Só tem anúncio de canetas Mont Blanc e relógios sei la o quee Louis Vuitton e Bulgari (Bvlgari?) e prada e tal. Mas é bonito. E o chafariz no meio do lago é bonito, e os cisnes são bonitos, e o almoço tava gostoso (molho de ervas hmmm).

E é isso. Cansei.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Fromages

Ontem fizemos um passeio lindo! Fomos a Gruyères, aqui perto (onde se fabrica o queijo gruyère, surpeendentemente).

Vou contar tudinho, então, tintim por tintim, porque esse blog não é escrito por uma pessoa que gosta de exercitar seu poder de síntese.
Então lá vai.

O Romário viveu a vida inteira no Brasil, como uma pessoa que vive no Brasil, se locomove no Brasil, dirige de um lado pro outro e de vez em quando se perde mas sempre se encontra e nunca teve problema com isso no Brasil. Aí aqui deram pra ele um carro com GPS, pra ele não se perder, e ele, que viveu a vida toda sem isso, tá viciado na porra do GPS, e o maldito GPS me irrita profundamente. É uma voz em português do Brasil, com o nome de Gabriela (sim, ela tem um nome, já veio no menu do GPS), e ela interrompe as coisas que eu estou falando ou a conversa que eu estou tendo ou a música que eu estou ouvindo pra dizer frases estúpidas como "saia na saída" ou "daqui a oitocentos metros vire a direita na rotunda. Segunda saída." e tal.
E quando a gente decidiu passar o dia em Gruyères, curtindo o lindo passeio, a Gabriela GPS madou a gente pra auto-estrada e eu fiquei puta e fiquei xingando ela e o mundo durante uns 10 minutos, até eu notar que a auto-estrada é inacreditavelmente bonita, e aí eu relaxei. A gente botou um endereço qualquer em Gruyères, e pronto. Aí, chegando perto, a gente segue as indicações do GPS pra sair da auto-estrada, começamos a passar por cidadezinhas lindas, e eu histérica, tipo "vira ali! tem um castelo pra esquerda, olha! vira pra gente ir ver!" e a Gabriela dizendo "vire na próxima rua à direita", e eu discutindo loucamente com a máquina "naaaaaão!!! vira à esquerda pra gente ver o castelo!!! depois a gente volta!!!", e o Romário, coitado, duas mulheres dando ordens diferents pra ele, ele ficava confuso. Depois de insistir muito em convenci ele a se rebelar contra as ordens da Gabriela e virar à esquerda pra ver o castelo, e a fontezinha, e a cidadezinha linda onde a gente estava. A Gabriela ficava dizendo "retorne assim que for possível" e eu saltei do carro com o meu sorrisinho triunfante e tirei fotos do castelo. Tá, ok, seguimos nosso caminho, voltamos pro carro e fomos ouvir as instruções do GPS, que começaram a levar a gente pra fora da cidadezinha, por uma estrada mão-dupla estreitissima onde só dava pra passar um carro, e o Romário todo preocupado, e eu exultante com o fato de estar numa estrada pequenininha pelo meio dos campos e não na auto-estrada, e a gente passa por essa estrada, onde não tem NADA em volta, e de repente começamos a passar pelo meio de um bosque, árvores pelos dois lados, um túnel de árvores lindas lançando sombrinhas esverdeadas e aqueles fachos de luz que passam pelo meio das folhas no chão da estrada, e eu toda feliz, e o Romário todo desconfiado, de repente a Gabriela diz "chegou ao seu destino."
Tipo. No meio da estrada. Cercada de árvores. E mais nada. O Romário parou o carro e a gente começou a rir (se não fosse uma máquina eu poderia que jurar que tinha detectado um tonzinho de sarcasmo na voz gravada da Gabriela). Acho que o GPS ficou puto comigo porque eu fiquei reclamando e liderando um micro-motim contra as ordens autoritárias dela.

Mas tá, depois disso a gente achou outro endereço em Gruyères e obedecemos o GPS e chegamos lá sem problemas. E a cidade é linda, toda pequena e medieval e tem um castelo que nem é tão antigo pros padrões europeus, de mil quinhentos e pouco, pq o antigo mesmo pegou fogo... Mas é legal mesmo assim e a vista e linda, linda, linda. dá pra ver todas as colinas plantadinhas e as cidadezinhas pequenas e as montanhas escaradasno fundo e os bosques e as vaquinhas. Lindo, lindo. Super pacato e lindo.

E, é claro, comemos fondue e raclette de queijo gruyère, e o fondue tava absurdamente bom, e no fim da tarde eu comi frtas vrmelhas com o "crème double de Gruyères", que e tipo um creme de leite especialidade local, e tudo foi lindo.

Na volta, eu vi que o GPS tinha um jeito de selecionar "evitar auto-estradas", então voltamos por um caminho diferente, onde passamos por outro castelo fofo, e também foi lindo.

E já que meu diário de bordo inclui comentários sobre filmes e seriados e coisas nerds em geral (e não só castelos e queijos, embora castelos e queijos possam ser bem nerds, dependendo de como se desenvolve a narrativa), quando cheguei de volta em Lausanne fomos ver Piratas do Caribe 3. Aliás, uma coisa curiosa: aqui só alguns poucos cinemas e horários passam filme legendado, e a legenda e em duas línguas! A linha de cima em alemão, a de baixo em francês. Curioso. Mas tá, o filme: po... Aquela coisa, né. Mas ver o Johnny Depp nunca é ruim. Ver vários Johnnys Depps é melhor ainda.
E não e que meu poder de síntese tá melhorando? Esse comentário sobre o filme foi bem suscinto, eu achei.

E esse foi meu domingo!
Sábado foi meio desinteressante. mas tranquilo.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Fui hoje me inscrever no curso de francês, como eu falei que ia mais cedo. Peguei o onibus, andei, subi ladeira, desci ladeira, subi mais ladeira (e etc), cheguei lá e está fechado ("fermé") por causa de "déménagement" (acho que era assim que se escrevia). Agora eu tenho que encontrar outro curso de francês pra descobrir o que significa déménagement.

Já que estava no centro mesmo, fiquei andando a esmo, pelas ruazinhas de pedestre, entrando em loja e saindo de loja. A cidade é pequena mas tem duas H&Ms!! Eba!!! Eu fiquei vendo tudo o que tinha na H&M (que é uma loja, acho que sueca, ou algo do gênero, que tem filiais em várias cidades da Europa, que é tipo uma C&A, em roupas baratas e tal, mas eu acho as roupas bem mais legais, eu tenho um milhão de roupas de lá – tipo aquela bermuda preta com os suspensórios que eu tenho, a maioria das minhas blusas de botãozinho, a minha saia cinza-escura que praticamente já anda sozinha, a blusa linda que parece estampa de papel de parede antigo que a Julia tem igual só que de outra cor, vários dos meus chapéus e boinas, etc.
Mas então, eu tava lá dando uma olhada, essa coleção nem tinha tanta coisa legal (fora uma capa de chuva linda azul escura com guardachuvinhas bracos estampados e eu tô há muito tempo – tipo alguns anos – procurando uma capa de chuva legal porque eu odeio guarda-chuva). Eu desci e estava vendo a parte de lingerie, pensando em comprar uns sutiã pra mim, e eu olho pro lado e tem uma menina magrinha (tipo beeeeeem mais magra que eu) e toda peituda (tipo bem mais peituda que eu) olhando sutiãs também. Aí eu fiquei irritada com a vida e saí da loja e fui procurar outra loja menos humilhante.

Mas sabe aquelas histórias dos brasileiros que vêm pra Europa e passam fome? Então. Aconteceu comigo. Quando eu vi, já eram tipo 3 da tarde e eu estava roxa de fome e não encontrava nenhum lugar barato pra comer, e eu me recusei a comer no Macdonald's pela segunda vez em 4 dias na Suiça – mas ó, a gente comeu lá no sábado e eu comi um saduiche muito, muito bom, no pão ciabatta, com queijo suiço derretido, muito gostoso mesmo. Mas então, acabei resolvendo comer alguma coisa do supermercado. E pra encontrar o supermercado de novo? Eu lembrava de ter passado na frente dele mais cedo, mas me perdi no meio de todas aquelas ladeiras tortas, e me dava um nervoso cada vez que eu achva que estava indo na direção certa e começava a descer uma ladeira, porque eu sabia que ia ter que subir em seguida... EU ODEIO LADEIRA! Mas tá, encontrei, entrei no supermercado pra comprar alguma coisa pra comer, acabei comprando um sanduiche de atum com alguma coisa que eu não sei o que era porque os ingredientes estavam em alemão, e smoothie (um suquinho misturado) e água. Ah, é, porque aqui não é que nem Basel, que eu podia encher a garrafinha de água em qualquer fontezinha espalhada pela cidade. Lá e que era Suiça. Isso aqui é a França disfarçada.
Aí fui procurar um lugar pra sentar e comer e eu não encontrava!! A cidade é bonita e agradável mas não tinha lugar pra sentar (só na escada de uma igreja, mas tava batendo sol e eu odeio comer no sol). Rodei muito até achar um banco (é, porque eu tambem não achei nenhum parque pra ir entra na grama na sombra de uma árvore, London style). Só achei um do lado da rua onde passa carro, e foi lá mesmo que eu comi, embora ter comido nas ruas de pedestre teria sido mais agradável.
Depois eu voltei na H&M e comprei a capa de chuva.

Esse deve ter sido o relato de viagem mais chato da história...
Bem, pelo menos não foi chato pra mim, foi bem agradável na verdade.

Amanhã vou procurar outro curso de francês. Sem déménagement.

Hockey sobre patins, e tal

Cheguei em Lausanne! Uhu!

Então, a viagem foi cansativa ra caralho, essas coisas, avião lotado, não tinha lugar na janela, meu assento estava quebrado então era o único do avião que não reclinava (essas coisas acontecem só comigo, não é?), etc. Troca de avião em Lisboa, venho de Lisboa a Geneva conversando com a seleção portuguesa de hockey sobre patinsque vinha pro campeonato mundial em Montreux (e eu nem sabia que isso existia, achava que hockey era só no gelo. Nem cheguei e a viagem já foi educativa). Chegando em Lausanne, vejo que perderam uma das minhas malas, ficou em Lisboa. Ai, ai. Pelo menos entregaram aqui no dia seguinte.

Mas foda-se, cheguei em Genebra, cheguei em Lausanne, passeei na região em volta, fui tomar vinho com o famoso chefe eslovaco, vi o lindo lago e os lindos alpes e os lindos vinhedos da região (sério, muita coisa bonita, absurdo), a cidade gracinha, as porcarias das ladeiras não-tão-gracinhas da cidade gracinha, o apartamento temporário, os Suiços me destratando porque eu sou brasileira e isso aqui é sinônimo de prostituta (que lindo, hein?), assisti o fraquinho Shrek 3 ontem, tomei weissbier local (que se chama bière blanche hehehe), falei francês, comprei meu chip Suiço de celular, vi a ferinha de rua do sábado e a beira do lago e os cachorrinhos berneses e as ruas limpinhas e no domingo tudo fecha e a cidade vira uma cidade-fantasma...

So far, so good.

Quem quiser me ligar pro celular suiço porque simplesmente não se aguenta mais de saudade, fique a vontade!
Meu telefone é:
(00 xx 41) 78 900 9829

É isso aí. Agora, onibinhos, Place St François, procurar o curso de francês, essas coisas.