Ontem fizemos um passeio lindo! Fomos a Gruyères, aqui perto (onde se fabrica o queijo gruyère, surpeendentemente).
Vou contar tudinho, então, tintim por tintim, porque esse blog não é escrito por uma pessoa que gosta de exercitar seu poder de síntese.
Então lá vai.
O Romário viveu a vida inteira no Brasil, como uma pessoa que vive no Brasil, se locomove no Brasil, dirige de um lado pro outro e de vez em quando se perde mas sempre se encontra e nunca teve problema com isso no Brasil. Aí aqui deram pra ele um carro com GPS, pra ele não se perder, e ele, que viveu a vida toda sem isso, tá viciado na porra do GPS, e o maldito GPS me irrita profundamente. É uma voz em português do Brasil, com o nome de Gabriela (sim, ela tem um nome, já veio no menu do GPS), e ela interrompe as coisas que eu estou falando ou a conversa que eu estou tendo ou a música que eu estou ouvindo pra dizer frases estúpidas como "saia na saída" ou "daqui a oitocentos metros vire a direita na rotunda. Segunda saída." e tal.
E quando a gente decidiu passar o dia em Gruyères, curtindo o lindo passeio, a Gabriela GPS madou a gente pra auto-estrada e eu fiquei puta e fiquei xingando ela e o mundo durante uns 10 minutos, até eu notar que a auto-estrada é inacreditavelmente bonita, e aí eu relaxei. A gente botou um endereço qualquer em Gruyères, e pronto. Aí, chegando perto, a gente segue as indicações do GPS pra sair da auto-estrada, começamos a passar por cidadezinhas lindas, e eu histérica, tipo "vira ali! tem um castelo pra esquerda, olha! vira pra gente ir ver!" e a Gabriela dizendo "vire na próxima rua à direita", e eu discutindo loucamente com a máquina "naaaaaão!!! vira à esquerda pra gente ver o castelo!!! depois a gente volta!!!", e o Romário, coitado, duas mulheres dando ordens diferents pra ele, ele ficava confuso. Depois de insistir muito em convenci ele a se rebelar contra as ordens da Gabriela e virar à esquerda pra ver o castelo, e a fontezinha, e a cidadezinha linda onde a gente estava. A Gabriela ficava dizendo "retorne assim que for possível" e eu saltei do carro com o meu sorrisinho triunfante e tirei fotos do castelo. Tá, ok, seguimos nosso caminho, voltamos pro carro e fomos ouvir as instruções do GPS, que começaram a levar a gente pra fora da cidadezinha, por uma estrada mão-dupla estreitissima onde só dava pra passar um carro, e o Romário todo preocupado, e eu exultante com o fato de estar numa estrada pequenininha pelo meio dos campos e não na auto-estrada, e a gente passa por essa estrada, onde não tem NADA em volta, e de repente começamos a passar pelo meio de um bosque, árvores pelos dois lados, um túnel de árvores lindas lançando sombrinhas esverdeadas e aqueles fachos de luz que passam pelo meio das folhas no chão da estrada, e eu toda feliz, e o Romário todo desconfiado, de repente a Gabriela diz "chegou ao seu destino."
Tipo. No meio da estrada. Cercada de árvores. E mais nada. O Romário parou o carro e a gente começou a rir (se não fosse uma máquina eu poderia que jurar que tinha detectado um tonzinho de sarcasmo na voz gravada da Gabriela). Acho que o GPS ficou puto comigo porque eu fiquei reclamando e liderando um micro-motim contra as ordens autoritárias dela.
Mas tá, depois disso a gente achou outro endereço em Gruyères e obedecemos o GPS e chegamos lá sem problemas. E a cidade é linda, toda pequena e medieval e tem um castelo que nem é tão antigo pros padrões europeus, de mil quinhentos e pouco, pq o antigo mesmo pegou fogo... Mas é legal mesmo assim e a vista e linda, linda, linda. dá pra ver todas as colinas plantadinhas e as cidadezinhas pequenas e as montanhas escaradasno fundo e os bosques e as vaquinhas. Lindo, lindo. Super pacato e lindo.
E, é claro, comemos fondue e raclette de queijo gruyère, e o fondue tava absurdamente bom, e no fim da tarde eu comi frtas vrmelhas com o "crème double de Gruyères", que e tipo um creme de leite especialidade local, e tudo foi lindo.
Na volta, eu vi que o GPS tinha um jeito de selecionar "evitar auto-estradas", então voltamos por um caminho diferente, onde passamos por outro castelo fofo, e também foi lindo.
E já que meu diário de bordo inclui comentários sobre filmes e seriados e coisas nerds em geral (e não só castelos e queijos, embora castelos e queijos possam ser bem nerds, dependendo de como se desenvolve a narrativa), quando cheguei de volta em Lausanne fomos ver Piratas do Caribe 3. Aliás, uma coisa curiosa: aqui só alguns poucos cinemas e horários passam filme legendado, e a legenda e em duas línguas! A linha de cima em alemão, a de baixo em francês. Curioso. Mas tá, o filme: po... Aquela coisa, né. Mas ver o Johnny Depp nunca é ruim. Ver vários Johnnys Depps é melhor ainda.
E não e que meu poder de síntese tá melhorando? Esse comentário sobre o filme foi bem suscinto, eu achei.
E esse foi meu domingo!
Sábado foi meio desinteressante. mas tranquilo.
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segunda-feira, 25 de junho de 2007
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Demenagement
"Déménagement" quer dizer "mudança", afinal. Irônico que eu não soubesse isso.
Bem, tá, o curso mudou de lugar, me inscrevi, yadda yadda yadda, começo amanhã às 9h (4 da manhã para vocês, vejam só).
O curso de francês fica numa rua horizontal (uhu!!) no fundo de um vale muito muito fundo, e também fica muito perto da FNAC, aiaiaiai!!
Do lado da FNAC tem um elevador público que permite que as pessoas tenham que subir menos ladeiras e escadas. Muito bem, Suiços. Gostei de ver.
Eu saí do curso (onde fui me inscrever), subi as escadas rolantes da FNAC (é o caminho alternativo do elevador), estava sem saber o que fazer e pensei "o que será que acontece se eu entrar nesa rua daqui?". Aconteceu que eu saí em frente ao supermercado, achei que aquilo era um sinal divino, porque eu estava mesmo considerando rodar as ladeirinhas tortas atrás do supermercado.
Eu não gosto de supermercados onde os ingredientes das coisas são em alemão e eu não sei o que eu estou comprando. Mas eu gosto de supermercados que vendem tomatinhos cereja italianos importados baratinho, ou massa Barilla a preço de banana. Então estou com sentimentos conflitantes para com o supermercado.
Algumas coisas que são caras no Brasil são bem baratas aqui (tipo bebê milho em conserva, eba!), e algumas coisas que são baratas no Brasil são muito caras aqui (tipo carne).
Fiz minhas comprinhas, desci ladeira, subi ladeira e fui pro ponto de ônibus pra voltar pra casa, tranquilo, e na hora de entrar no ônibus entraram junto duas mulheres acompanhadas de nove criancinhas muito pequenas, deviam ter menos de 3 anos (3 no máximo), tiponem sabiam falar direito. E eram tão bonitinhas! Todas de boné ou chapeuzinho pra proteger do sol, tão branquinhas, quase todas eram loiras ou ruivas. Tinha o loirinho endiabrado que não ficava sentado (pro desespero de uma das mulheres que acompanhavam), o outro loirinho comportadinho, a ruivinha linda que comia coisas do chão (mais uns 3 ou 4 anos e o Filipote pega hehehe), e elas eram tão bonitinhas e branquinhas e bochechudas e pequenas e fofas que eu fiquei até feliz.
Hoje passei pouquinho tempo na rua, mas é que amanhã vou ficar fora o dia inteiro, indo de manhã cedo pro curso de francês e ficando até de noite, pra Fête e la Musique, que tem trecos de musica gratuitos ao redor da cidade comemorando o solstício de verão eu adoro solstício de verão!).
Ah. E eu sou muito no contrafluxo da moda mesmo hehehehehe. Agora que Lost acabou, eu comecei a ver, desde o primeiro episódio e tal. To tipo no décimo, agora. E eu tô totalmente entendendo o que as pessoas diziam do Sawyer! E eu ia agora fazer uma grande dissertação sobre o Charlie de Party of Five (que eu nem assistia) e que faz o Jack em Lost e quem faz o Charlie em Lost era um Hobbit e como eu achava antigamente que quem devia fazer o Aragorn em Senhor dos Anéis era o Charlie de Party of Five, mas agora nem acho mais, porque o Jack de Lost é muito bonzinho demais, mas é porque eu acho que o casting do filme do Senhor dos Anéis foi perfeito em quase tudo, mas errou muito naquele Viggo Mortensen (é assim que se escreve?) pra fazer o Aragorn porque ele tem cara de caminhoneiro, e porra, o Aragorn não devia ter cara de caminhoneiro, ele devia ter cara de cafa sujinho quando fosse o Strider, e cara de Rei Bonitão quando fosse o Rei. Em vez disso ele ficou com cara de caminhoneiro quando era o Strider, e de caminhoneiro arrumado pra ir à quermesse quando virou Rei. Mas eu decidi não dissertar sobre isso porque me pareceu muito nerd.
Bem, tá, o curso mudou de lugar, me inscrevi, yadda yadda yadda, começo amanhã às 9h (4 da manhã para vocês, vejam só).
O curso de francês fica numa rua horizontal (uhu!!) no fundo de um vale muito muito fundo, e também fica muito perto da FNAC, aiaiaiai!!
Do lado da FNAC tem um elevador público que permite que as pessoas tenham que subir menos ladeiras e escadas. Muito bem, Suiços. Gostei de ver.
Eu saí do curso (onde fui me inscrever), subi as escadas rolantes da FNAC (é o caminho alternativo do elevador), estava sem saber o que fazer e pensei "o que será que acontece se eu entrar nesa rua daqui?". Aconteceu que eu saí em frente ao supermercado, achei que aquilo era um sinal divino, porque eu estava mesmo considerando rodar as ladeirinhas tortas atrás do supermercado.
Eu não gosto de supermercados onde os ingredientes das coisas são em alemão e eu não sei o que eu estou comprando. Mas eu gosto de supermercados que vendem tomatinhos cereja italianos importados baratinho, ou massa Barilla a preço de banana. Então estou com sentimentos conflitantes para com o supermercado.
Algumas coisas que são caras no Brasil são bem baratas aqui (tipo bebê milho em conserva, eba!), e algumas coisas que são baratas no Brasil são muito caras aqui (tipo carne).
Fiz minhas comprinhas, desci ladeira, subi ladeira e fui pro ponto de ônibus pra voltar pra casa, tranquilo, e na hora de entrar no ônibus entraram junto duas mulheres acompanhadas de nove criancinhas muito pequenas, deviam ter menos de 3 anos (3 no máximo), tiponem sabiam falar direito. E eram tão bonitinhas! Todas de boné ou chapeuzinho pra proteger do sol, tão branquinhas, quase todas eram loiras ou ruivas. Tinha o loirinho endiabrado que não ficava sentado (pro desespero de uma das mulheres que acompanhavam), o outro loirinho comportadinho, a ruivinha linda que comia coisas do chão (mais uns 3 ou 4 anos e o Filipote pega hehehe), e elas eram tão bonitinhas e branquinhas e bochechudas e pequenas e fofas que eu fiquei até feliz.
Hoje passei pouquinho tempo na rua, mas é que amanhã vou ficar fora o dia inteiro, indo de manhã cedo pro curso de francês e ficando até de noite, pra Fête e la Musique, que tem trecos de musica gratuitos ao redor da cidade comemorando o solstício de verão eu adoro solstício de verão!).
Ah. E eu sou muito no contrafluxo da moda mesmo hehehehehe. Agora que Lost acabou, eu comecei a ver, desde o primeiro episódio e tal. To tipo no décimo, agora. E eu tô totalmente entendendo o que as pessoas diziam do Sawyer! E eu ia agora fazer uma grande dissertação sobre o Charlie de Party of Five (que eu nem assistia) e que faz o Jack em Lost e quem faz o Charlie em Lost era um Hobbit e como eu achava antigamente que quem devia fazer o Aragorn em Senhor dos Anéis era o Charlie de Party of Five, mas agora nem acho mais, porque o Jack de Lost é muito bonzinho demais, mas é porque eu acho que o casting do filme do Senhor dos Anéis foi perfeito em quase tudo, mas errou muito naquele Viggo Mortensen (é assim que se escreve?) pra fazer o Aragorn porque ele tem cara de caminhoneiro, e porra, o Aragorn não devia ter cara de caminhoneiro, ele devia ter cara de cafa sujinho quando fosse o Strider, e cara de Rei Bonitão quando fosse o Rei. Em vez disso ele ficou com cara de caminhoneiro quando era o Strider, e de caminhoneiro arrumado pra ir à quermesse quando virou Rei. Mas eu decidi não dissertar sobre isso porque me pareceu muito nerd.
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